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terça-feira, 27 de julho de 2010

Longe de ser educativo, tapinha causa dor física e emocional


Além de machucar, as palmadas em crianças podem gerar adultos agressivos
Por Natalia do Vale

O tapinha está enraizado em nossa cultura, é o que provou a pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (26) . De acordo com os dados levantados, 54% dos brasileiros são contrários ao projeto de lei que veta palmadas, beliscões e castigos físicos em crianças.

Dos 10.905 entrevistados, apenas 36% se mostraram favoráveis à proposta do presidente Lula. Isso porque a maioria dos brasileiros (72%) já apanhou dos pais, já bateu nos filhos e pensa que o método não faz mal nenhum e é um auxílio na hora de educar a criança. O resultado da pesquisa vai contra a ideia defendida pelo governo e por ONG's de que "conversar é sempre melhor que bater".

Entendendo o projeto
O presidente Lula assinou na última semana um projeto de lei para proibir a prática de castigos físicos em crianças e adolescentes. A resolução foi feita em comemoração aos vinte anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que já instituía punição contra "maus tratos", mas não especificava os tipos de castigo que não podem ser usados por pais, mães e responsáveis.

Se a lei for aprovada, tapas, beliscões, puxões de orelha e outros tipos de castigos físicos poderão ser denunciados por pessoas que convivem com a família, como vizinhos e parentes, ao conselho tutelar. E as punições são as mesmas já previstas no ECA para pais e cuidadores, que vão desde encaminhamento a tratamentos psicológicos até advertência e possível perda da guarda.

Com isso, o governo deseja acabar com a banalização da violência dentro de casa, onde palmadas podem evoluir para surras, queimaduras, fraturas e até ameaças de morte. A medida é polêmica, mas vem ao encontro das tendências mundiais, já que atualmente mais de 25 países, entre eles Suíça, Áustria e Alemanha, apresentam políticas que visam coibir essa prática. Na América do Sul, apenas o Uruguai e a Venezuela adotaram lei semelhante.

Bater nunca é solução
Os especialistas em educação infantil já condenam há muito tempo, mas o famoso tapinha ainda é usado como método de ensino por pais que acreditam que esta seja uma maneira eficiente de impor respeito e educar.

O problema são os prejuízos físicos e afetivos que a atitude provoca aos pimpolhos. "O que é um tapinha para um adulto, não é para uma criança, bater nunca é a solução", explica a psicóloga Maria Amélia Azevedo, que conduziu um estudo pelo Instituto de psicologia da USP, em conjunto com a psicóloga Viviane Nogueira de Azevedo Guerra , relatando os efeitos negativos do tapinha e explicam que seu uso é uma questão cultural.

A pesquisa, que originou o livro Mania de Bater - A Punição Corporal Doméstica de Crianças e Adolescentes no Brasil concluiu que das 894 crianças entrevistadas, mais da metade revelou ter levado ao menos um tapinha em casa e, na maioria dos casos, foram as mães as responsáveis pela palmada. "As crianças sentem dor física e psicológica. Muitas das crianças avaliadas se mostraram revoltadas com os pais que, para elas, tinham se esquecido de que já foram crianças um dia", explica Viviane de Azevedo.

Tapinha dói sim
A dor sentida pela criança quando ela leva uma palmada não é apenas física. As palmadas costumam ferir os sentimentos da meninada, que não entende a razão de ter apanhado. Para elas, o que fica da lição é a violência como forma de punição.

"A criança não deve ser punida fisicamente. Deve ser educada. Se ela cresce sendo repreendida com violência, vai ser violenta também. Educação é antes de tudo, repetição", explica a terapeuta de casal e família Marina Vasconcellos. "Os pais ficam chocados quando chegam reclamações da escola sobre o comportamento agressivo dos filhos, mas basta ver que a reação é um dos efeitos da violência do tapinha usado por eles para educar."

A secretária Juliana Martins, mãe de Beatriz, 6 anos, conta que nunca havia dado palmadas na filha por achar que não era uma boa forma de educar, porém, um dia, de cabeça quente, a secretária deu um tapinha em Bia, que reagiu chorando muito. Desesperada por achar que tinha machucado a filha, Juliana perguntou o que houve, e a menina disse que doía mais no coração. "Nunca mais encostei um dedo nela. Até hoje me lembro dela falando com lágrimas nos olhos. Depois disso, percebi que conversar é sempre a melhor opção", conta a mãe.

Postura firme
Marina Vasconcellos explica que, muitas vezes, voz e postura firmes são suficientes para repreender os pimpolhos e que apontar os motivos da bronca é fundamental para que o processo de educação seja efetivo. "Não adianta colocar de castigo ou gritar. Se você não mostra o erro, nada irá funcionar, além do mais, a criança aprende o que é ensinado a ela. Se ensinar conversa, ela aprenderá conversa. Se ensinar com tapas, pode receber tapas em troca um dia", alerta a terapeuta.

Além disso, os pimpolhos podem encarar a punição à base de tapas como um caminho para confrontar os pais e, o método, que tinha como objetivo educar, acaba provocando o efeito contrário: "Como o tapa nunca vem seguido de explicações, desperta birra na criança, que vai cometer o mesmo erro para ver até onde os pais aguentam. Vira uma espécie de desafio", explica Marina. "Uma boa opção para o problema é nunca sair do eixo, assim, seus filhos não vão te testar, porque sabem que você perde o equilíbrio diante das travessuras deles", continua.

De acordo com a idade
Conversar com uma criança de dois anos não é a mesma coisa do que conversar com uma de 6 anos. Crianças muito pequenas entendem que estão sendo repreendidas, mas não conseguem perceber os motivos da bronca, por isso, Marina recomenda a paciência e a mudança de hábitos dos pais. "Tente mostrar por meio de atitudes o que está tentando explicar com palavras. Se ela não deve brincar na tomada, tire-a de lá e diga que não pode. Se ela bagunçou o brinquedo, tire-o dela e mostre onde ele deve ser colocado. Elas aprendem pela memória visual e pela repetição, falar não vai adiantar", explica a terapeuta.

Linguagem do afeto é ensinada com atitudes e não com violência

O amor entre pais e filhos se dá na base da construção. São carinhos, brincadeiras, cuidados e até broncas que alimentam estes laços de afetividade.

Quando a criança recebe palmadas como punição, aprende que dar palmadas também é bom e começa a construir laços agressivos.

"Se os pais batem, ela aprende que bater é legal. Se os pais punem com violência, ela vai sempre achar que desejos devem ser punidos e pode se tornar um adulto reprimido e até tímido", explica a terapeuta.

Hábito que se repete
Sabe aquele velho ditado "Os filhos são espelhos dos pais?" Segundo a terapeuta de casal e família, Marina Vasconcellos, quando uma criança cresce levando palmadas, pode usar o mesmo método com seus filhos no futuro, gerando um círculo vicioso: "A criança pode até achar ruim quando leva a palmada, mas quando ela cresce passa a achar natural, afinal, seus pais não iriam fazer nada de mal contra ela e, dessa forma, acaba repassando estes valores para os filhos. É pura repetição", finaliza Marina.
Alternativas
- Demonstre. Se a criança for pequena, tire dela o objeto ou a afaste da situação perigosa dizendo que não pode. Ela irá entender que não pode fazer aquilo.

- Mostre a sua autoridade. Pulso firme e voz ativa podem ajudar na hora de educar sem causar danos emocionais e físicos. "A criança já se intimida com o tom de voz", diz a terapeuta.

-Converse sempre. "Quando compreendemos nossos erros, evitamos sua repetição. Uma criança que deixa de fazer algo por repressão, mas não por um ato educativo, não aprende, apenas acumula reforços negativos e revolta", continua a especialista.

-Jogos educativos e brincadeiras podem ajudar a educar sem precisar apelar para o tapinha. Segundo Marina Vasconcellos, os jogos são grandes aliados da educação didática. Com eles, os pais podem ensinar limites e explicar erros brincando.

FONTE: yahoo

segunda-feira, 19 de julho de 2010

João Cândido (O Almirante Negro)


João Cândido – Patrono da Marinha Brasileira? – Por que não?

“Índios, brancos, negros e mestiços
Nada de errado em seus princípios.
O seu e o meu são iguais
Corre nas veias sem parar.”

Na música Etnia, Chico Science prega a harmonia entre as diversas etnias, muito diferente da nossa realidade atual e, principalmente, da realidade brasileira no período da República Velha.
A herança do período escravista deixou marcas na sociedade brasileira e seus reflexos são percebidos até os dias de hoje, nos quais nos deparamos com uma sociedade estratificada, marcada por preconceitos de todos os tipos, pouca mobilidade social e trabalho escravo em canaviais, carvoarias e garimpos.
Apesar das várias denúncias, do ativismo de algumas organizações não governamentais e algumas políticas públicas, por exemplo, a política de cotas para negros nas Universidades, para tentarem minimizar os efeitos maléficos dessa herança, os resultados ainda estão muito longe do ideal.
Durante o período da República Velha a herança do escravismo estava muito mais enraízada do que nos dias atuais. A lógica do branco dominador e do negro dominado, que era característica do período escravista, pouco, ou quase nada, divergia do período da República Velha no qual os brancos (barões do café) ditavam as regras em nossa sociedade.
Essa lógica era percebida em todas as agremiações, corporações e instituições. E não foram poucos os movimentos de contestação tanto no meio rural (a Guerra de Canudos, O Contestado, greves na zona rural e o Cangaço) como no meio urbano (a Revolta da Vacina, o Tenentismo, a Coluna Prestes e a Revolta da Chibata).
Em todos os movimentos de contestação algumas lideranças se destacaram. Mas, João Cândido teve um destaque ímpar na história brasileira pelo fato de ter se insurgido contra uma ordem vigente dentro de uma instituíção tão rígida como era a Marinha Brasileira. Além disso, o Almirante Negro se notabilizou, também, pelo fato de ter sido um oprimido que queria, de fato, acabar com a opressão, ao contrário de outros “heróis” brasileiros que, ao invés de querer acabar com a opressão, queriam sair da condição de oprimidos e passar a condição de opressores.
No período escravista, costumava-se dizer que o negro deveria ser tratado com três pês (pão para comer, pano para vestir e pau para apanhar), o que não divergia muito dos tratos recebidos pelos marinheiros brasileiros no princípio do século XX. Estima-se que 80% da “marujada” brasileira era constituída de negros e mulatos (oprimidos) enquanto a oficialidade era formada por antigos senhores de escravos (opressores), portanto, a lógica de dominação continuou a mesma, ou seja, o branco opressor x o negro oprimido.
Os marujos recebiam um soldo miserável, alimentavam-se com uma comida detestável, quando não estragada, e o pior, eram castigados com chibatadas, amarrados pelos pés e pelas mãos, em cerimoniais bárbaros, de “castigos exemplares”. Os navios da marinha brasileira mais pareciam os navios negreiros. Seqüelas que herdamos dos mais de 300 anos de escravismo. A Revolta da Chibata, portanto, foi um movimento pela “abolição da escravatura” nessa instituíção.

“Quando o ideal é maior do que a vida, vale apena arriscar a vida pelo ideal”.

A frase, de domínio popular, exemplifica muito bem a luta de João Cândido em busca de um tratamento digno e humano para aqueles que dedicavam suas vidas em prol da pátria.
“Nós, marinheiros, cidadãos brasileiros e republicanos, não podemos mais suportar a escravidão na marinha brasileira”. Esse foi o ultimato, dos marinheiros, dirigido ao Presidente Hermes da Fonseca e, expressa, perfeitamente, a situação limite da “marujada”.

“Até quando esperar, a plebe ajoelhar
Esperando a ajuda de Deus”.

Até quando esperar? O título da música da Plebe Rude era o mesmo questionamento que os marinheiros se faziam. Mas, liderados por João Cândido, a plebe não esperou a ajuda divina e partiu para a ofensiva.
Os revoltosos tomaram o comando do encouraçado Minas Gerais e de outros navios e ameaçaram bombardear o Rio de Janeiro (Capital Federal na época), caso o governo federal não aceitasse suas reivindicações.
O governo, pressionado pelo movimento, resolveu ceder às reivindicações dos marinheiros, inclusive comprometendo-se a não punir os rebeldes.

“Meu irmão se liga no que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto amanhã manda os homens lhe prender”.

A prática dos políticos brasileiros, tão bem expressa na letra da música “Candidato caô caô” de Bezerra da Silva, também foi a prática do então presidente Hermes da Fonseca que, descumpriu o acordo, expulsando vários revoltosos da Marinha brasileira. Vários marinheiros rebeldes foram presos e sumariamente executados. Outros, deportados para a Amazônia, obrigados a trabalhar principalmente na extração de borracha. João Cândido foi preso, depois encaminhado para um hospital psiquiátrico e, em 1914, foi anistiado.
Sua liderança no movimento da Revolta da Chibata lhe rendeu algumas homenagens como a canção “O Mestre-sala dos Mares” dos compositores João Bosco e Adir Blanc, o projeto de lei nº 5874/05, determinando escrever o nome de João Cândido, no Livro dos Heróis da Pátria e, uma estátua , de corpo inteiro, nos jardins do Museu da República. Porém, apesar das homenagens, João Cândido ainda sofreu várias humilhações antes de falecer, como por exemplo, a interrupção de uma homenagem que estava sendo feita para ele, quando de seu retorno ao Rio Grande do Sul (Estado em que nasceu). A cerimônia foi suspensa pela Marinha do Brasil.
Percebemos que a instituição a que ele dedicou boa parte de sua vida, não lhe confere o devido reconhecimento. Mas por quê? Será que o comando da marinha continua o mesmo? (brancos opressores). Seu suposto comportamento subversivo deveria ser louvado pela Marinha, pois foi em prol de um bem maior que era a busca de dignidade para todos os marinheiros.
Sem desmerecer os feitos do Almirante Talmandaré (Patrono da Marinha Brasileira), os feitos de João Cândido podiam muito bem lhe conferir o título de Patrono da Marinha, pois ele lutou, efetivamente, por melhorias para os marinheiros. Já o Almirante Tamandaré, apesar de ter lutado em causas nobres (como a guerra de Independência do Brasil), também lutou por causas cuja a nobreza pode ser questionada (Guerra do Paraguai e a repressão as revoltas do período regencial: a Cabanagem, a Sabinada, a Farroupilha, a Balaiada e a Praieira).
Cabe então o seguinte questionamento: Por que João Cândido não pode ser o Patrono da Marinha? Será que é pelo fato dele ser negro? Pelo sim, ou pelo não, cabe a reflexão.

“A carne mais barata do mercado é a negra,
A carne mais marcada pelo Estado é a negra”.

No rap “Carta a mãe África” o poéta do Rap Nacional G.O.G. (Genival de Oliveira Gonçalves) expressa o sentimento de milhões de brasileiros que, de alguma forma, são excluidos da sociedade, e foi por esses brasileiros que João Cândido lutou.

Francisco Celso

DJ's Contra a Fome em ação

Confiram os DJ's Contra a Fome em ação no dia 20/11/2009 (Dia da Consci~encia Negra) no CEF 602 do Recanto das Emas-DF

http://www.youtube.com/watch?v=Ll1uqTVmvB8

DJ's Contra a Fome


DJs Contra a Fome
Distrito Federal, Brazil
É um projeto musical de Djs nas escolas e faculdades para ajudar no combate à fome, no Distrito Federal e Entorno.
O objetivo é oferecer acesso por meio de palestras, discotecagem e MC no ambiente escolar/acadêmico, além da doação de alimentos às comunidades carentes. A proposta envolve TECNOLOGIA, EDUCAÇÃO, ENTRETENIMENTO, CIDADANIA E CULTURA. Uma realização da ONG ACESSO, com patrocínio do FAP/DF e da Mediateca, e com produção da Griô.

saiba um pouco mais sobre esse lindo projeto acessando:

www.djscontraafome.blogspot.com

Rapadura Xique-Chico



“O rapper é aquele que faz apenas rap. Não me defino como rapper por que não faço rap, faço rapente”.
RAPadura Xique-Chico


RAPadura chegou disposto a “embolar” e “movimentar” o cenário musical brasileiro. Considerado pelo Prêmio Hutúz 2009 o melhor artista Norte/Nordeste do século XXI, o cearense Francisco Igor Almeida do Santos, mais conhecido como RAPadura Xique-Chico, é uma das maiores revelações da música brasileira nos últimos anos.
O jovem artista vem despertando a admiração de importantes figuras da música brasileira como Lenine, Marcelo D2, GOG, MV Bill, Happin Hood e muitos outros que se renderam ao “rapente”, som que só ele faz.
“Rapadura é tudo que existe de moderno e autêntico na nova música brasileira, um rap contundente, ideológico e totalmente mergulhado na rica cultura nordestina. Não dou seis meses para ele estar viajando pelo mundo, por estar à frente do seu tempo, e com certeza ter condições de provar que o Rap Brasileiro tem uma nova cara. A cara do Brasil. Finalmente!”. - Ferréz, escritor

Integrante de uma produtiva safra da música popular brasileira, RAPadura pode ser considerado um artista de vanguarda. A inusitada “embolada” do rap com o repente, o coco, o maracatu, a capoeira, o forró, o baião e as cantigas de roda, fazem dele um dos percussores no século XXI de um movimento em defesa da cultura popular que surge da integração do rap contemporâneo à música de raiz.
RAPadura desenvolve um trabalho voltado para o universo do canto falado. Uma mistura arrojada de rap com a tradição da cultura popular brasileira. Suas letras são contundentes e exalam uma linguagem poética sem perder a identificação com o povo. Falam do Nordeste, da seca, do agricultor, da mulher rendeira e também falam da cidade e dos processos de urbanização.
“Vejo o meu trabalho como uma verdadeira preservação das nossas raízes culturais do Brasil.” - RAPadura
Exportando o sumo da cana para o mundo, o público que vai ao show do RAPadura Xique-Chico pode conferir uma verdadeira celebração, onde tem-se no palco uma comprometida parceria com artistas e ativistas do campo e da cidade, ou seja, Art’vistas.
Para quem já compartilhou dos mesmos eventos e palcos que Lenine, Gerson King Combo, Detonautas, Paulo Diniz, Maria Rita, Jorge Aragão, MV Bill, Gog e Racionais MC’s, o desafio agora é atender ao chamado para uma missão mais do que especial: representar seu Norte e Nordeste, levar sua cultura para os quatro cantos do mundo.
Este é o RAPadura Xique-Chico, artista ímpar na cultura brasileira. RAPadura por essência, Xique por resistência, Chico por sorte de ‘bença’.
“Não vejo cabra da peste, só carioca e paulista, só freestyleiro em nordeste, não querem ser repentistas, rejeitam xilogravura, o cordel que é literatura, quem não tem cultura, jamais vai saber o que é RAPadura!”

Trecho da música “Norte Nordeste me veste”.

Seu primeiro álbum "Fita Embolada do Engenho" já está a venda. Para conhecer o som do RAPadura acesse: www.rapaduraxc.com.br

"... por isso que eu não me visto daquilo que tava previsto"

RAPadura

Colecionador de Pedras (esse livro eu recomendo)


"O RESULTADO DE ESCOLA COM EDUCAÇÃO MÍNIMA
É PRESÍDIO DE SEGURANÇA MÁXIMA."

Sergio Vaz

Sergio Vaz é um dos maiores poetas da chamada "Literatura Marginal Brasileira", mas lembrando que o termo "marginal" aqui tem a conotação sociológica do termo e não a conotação da cultura brasileira que associou o termo ao banditismo e a criminalidade. Eis a conotação sociológica do termo:
Em sociologia, marginalização é o processo social de se tornar ou ser tornado marginal (relegar ou confinar a uma condição social inferior, à beira ou à margem da sociedade). Ser marginalizado significa estar separado do resto da sociedade, forçado a ocupar as beiras ou as margens e a não estar no centro das coisas. Pessoas marginalizadas não são consideradas parte da sociedade.

Parafrasiando Hélio Oiticica "Seja marginal, seja herói", pois pra quem está as margens da sociedade cada dia de vida a mais é, por si só, um ato heróico, pois as pedras no caminho são muitas.

Para saber mais sobre o Sergio Vaz acesse www.colecionadordepedras1.blogspot.com

"Enquanto eles capitalizam a realidade eu socializo meus sonhos"

Sergio Vaz