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sábado, 14 de janeiro de 2012

Placa em piscina que proíbe presença de negros causa polêmica nos EUA



Por: Jornal do Brasil
13/01/2012

Uma mulher foi acusada de racismo depois de colocar uma placa que proibia negros de usar a piscina de um condomínio em Cincinnati, nos Estados Unidos.

De acordo com uma comissão de direitos civis de Ohio, Jamie Hince foi acusada de violação dos direitos civis e racismo por Michael Gunn, ex-morador do prédio, que afirmou que a proprietária proibiu sua filha de usar a piscina pois usava produtos no cabelo que "deixavam a água turva" disse.

A proprietária negou as acusações e afirmou que a placa, datada de 1931, é uma relíquia e foi usada apenas como objeto de decoração. Jamie afirmou que é colecionadora de antiguidades.

Fonte: Jornal do Brasil

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Negros compõe maioria dos desempregados no DF e recebem salários menores


Os negros somam dois terços dos trabalhadores da cidade e representam a maioria dos desempregados. Entre os que conseguiram uma oportunidade, o salário é, em média, 35% menor do que o pago aos não negros

Djalma Soares da Silva Filho perdeu a conta de quantas vezes ouviu expressões desabonadoras em relação aos negros enquanto trabalhava como ajudante de pedreiro em uma casa no Lago Norte. Pensou em pedir demissão e procurar um advogado, mas acabou não levando a ideia adiante. “Precisava do trabalho e do dinheiro”, justifica o jovem de 17 anos, morador do Recantos das Emas. Ele abandonou os estudos na 6ª série do ensino fundamental e passou a viver à procura de bicos. Para facilitar a busca, fez cursos de mecânica e eletrônica.

Desde o último sábado, o Correio publica uma série de reportagens sobre a face do desemprego no Distrito Federal. Os números do mercado de trabalho ao longo dos últimos 20 anos revelam que as oportunidades estão historicamente mais distantes de negros, como Djalma. Apesar de o fosso ter encurtado no período analisado pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), a taxa de desocupados entre a população negra se mantém superior à dos não negros e acima da média regional. Além disso, os salários continuam apresentando uma diferença considerável: negros ganham, em média, 35% menos.

Os negros compõem dois terços dos trabalhadores da capital do país. As estatísticas indicam uma tendência de maior alocação desse grupo no mercado. Porém, fatores como a escolaridade e a qualificação dos candidatos e o preconceito racial por parte dos empregadores ainda deixam os negros em situação de desvantagem. De acordo com projeções feitas pelo economista Júlio Miragaya, o percentual de desemprego diferenciado pela cor da pele só se igualaria em 2035. Os rendimentos, por sua vez, levariam 195 anos para atingirem patamares semelhantes.

A taxa de desemprego dos negros tem caído mais rapidamente do que a de não negros no DF (veja quadro). Entre 1992 e 2001, diminuiu de 18% para 13,5%. Os postos de trabalho ocupados por eles, no entanto, permanecem associados à baixa qualificação, sobretudo no setor da construção civil. “Os negros apenas estão saindo de uma situação de desemprego para uma de emprego precário e mal remunerado”, observa Miragaya, diretor de Gestão de Informações da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) e presidente do Instituto Brasiliense de Estudos da Economia Regional (Ibrase).

Negro e com tatuagem no braço, Djalma diz ter certeza de que sua aparência dificulta a conquista de uma vaga. “Você sabe como é a maioria desse povo com mais dinheiro. Tenho é dó”, diz, ao consertar um estilingue para os primos da namorada, grávida de seis meses, brincarem. Ele se esforça para ocupar o tempo. Às vezes, bate perna à toa, sem rumo, só para não ficar parado em casa. O sonho do jovem é não depender do dinheiro de ninguém para sustentar a futura família. “É ruim demais ficar sem emprego. Tenho que comprar as roupinhas da minha filha e não aparece nada”, acrescenta.

Intervenção
Boa parte dos negros ainda não tem acesso à qualificação. Mas investir na formação dos preteridos pelo mercado não elimina a desigualdade, na opinião do coordenador do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade de Brasília (UnB), Nelson Inocêncio. Para ele, mesmo com nível de escolaridade avançado e cursos no currículo, os negros encontram dificuldade em ocupar determinadas funções. “Nossa sociedade ainda não se acostumou com pessoas negras trabalhando. Isso é resultado de uma herança colonial que persiste. A presença negra é uma presença negativa”, afirma.

Estudioso e ativista da questão racial, Inocêncio defende a intervenção do Estado no acesso dos negros aos postos de trabalho. Ele é favorável à reserva de vagas em concursos públicos para candidatos de pele escura, como ocorre em alguns casos. Na iniciativa privada, sugere políticas de incentivo a empresas que contratam negros. “Não adianta ficar esperando que os empregadores se sensibilizem com esses números. Isso não vai acontecer. Se o Estado não intervir no processo, essas diferenças não vão desaparecer”, argumenta.

O cenário traçado pela PED não surpreende a coordenadora do Movimento Negro Unificado do DF (MNU-DF), Jacira da Silva, mas a deixa preocupada. “Os dados comprovam que não estamos inventando nada: o racismo existe”, afirma. A população, acrescenta ela, não está preparada para ações do governo envolvendo a questão racial porque a discriminação é sutil. Quando exige do candidato um currículo com foto, por exemplo, Jacira acredita que o empregador adota um mecanismo de exclusão. “Para quê essa foto? Por que ela vai influenciar na escolha?”, questiona.


Censo
No fim do ano passado ano passado, o Correio mostrou, com base nos dados do Censo 2010, que 55,9% dos brasilienses se declararam negros — pretos ou pardos — e 42% disseram aos pesquisadores que se viam como brancos. A proporção de negros no DF é maior em cidades de renda mais baixa.

FONTE: www.correiobraziliense.com.br

UM SONHO



Um sonho
Ontem sonhei o teu sonho
Sonhei que os soldados
Cantando e dançando
Libertando-se de todo mal
Surgiam de todos os lugares
Para velar o funeral
De todo arsenal
Das ogivas nucleares.
No sonho
Os homens não eram escravos
Nem de si
Nem dos outros
Tampouco das cores
Pois o dinheiro
Havia sido morto no combate com o amor.
As crianças,
Cravo e canela,
Dançavam com as flores
Como não tinham fome
Caçavam estrelas
Quando cansadas
Tornavam-se nelas.
Sonhei
Que as mulheres e os homens
Não tinham coisas,
Mas sentimentos
E em sinal de alegria
Plantavam suas orações
Não de mãos espalmadas,
Mas de braços dados
Com o milagre do dia.
E Deus,
Todo pequeno gesto de amor,
Não freqüentava igrejas,
Livros ou estátuas.
Apenas corações,
Só corações.
Ontem sonhei o teu sonho
Sem saber que também
Era o meu.

Sergio Vaz


*do livro "Colecionador de pedras" global editora

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Cresce número de denúncias de crime de racismo na web



Segundo a SaferNet Brasil, organização não-governamental especializada no combate a violações de direitos humanos na web, o número de casos encaminhados em 2011 à Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos que envolviam racismo cresceu em comparação ao ano de 2010.

Em 2011, 3.797 notificações relacionadas ao racismo foram encaminhadas, no ano anterior esse número foi de 2.889 denúncias.

O ranking de número de casos encaminhados é liderado por “pornografia infantil”, com quase 16 mil notificações. O número corresponde a cerca de 36% das 42.662 denúncias acumuladas pela central durante os doze meses do ano passado. Destas, 22.305, mais da metade, são referentes a conteúdos publicados na rede social Orkut.

O segundo tipo de violação mais denunciado em 2011, a exemplo de 2010, foi “apologia e incitação a crimes contra a vida”, com 7.800 notificações. Na sequência, aparecem “xenofobia” (4.609), “homofobia” (4.519) e só então “racismo” (3.797). Embora na última colocação, ao contrário dos demais, incluindo pornografia infantil, “racismo” foi o único a apresentar números superiores a 2010.

Vale lembrar que a SaferNet atua em cooperação com órgãos como Polícia Federal e Ministério Público Federal.

FONTE: www.ceert.org.br

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Faz Uma Cota...


Por mais que MAIS DA METADE da América seja NEGRA vejo igualdade racial só nas listras da Zebra.

Por @RENAN_INQUERITO

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O racismo não cordial do brasileiro


Por Mario Sergio

Neste final de ano pude testemunhar e viver a vergonha dessa praga do rascismo aqui em nossa multicultural São Paulo. E com pessoas próximas e queridas. Não dá para ficar calado e deixar apenas o inquérito policial que abrimos tomar conta dos desdobramentos desse episódio lamentável e sórdido.

Na sexta feira, 30, nossos primos, espanhóis, e seu pequeno filho de 6 anos foram a um restaurante, no bairro Paraíso (ironia?) para almoçar. O garoto quis esperar na mesa, sentado, enquanto os pais faziam os pratos no buffet, a alguns metros de distância. A mãe, entre uma colherada e outra, olhava para o pequeno que esperava na mesa. De repente, ao olhar de novo, o menino não mais estava lá. Tinha sumido.

Preocupada, deixou tudo e passou a procurá-lo ao redor. Ao perguntar aos outros frequentadores, soube que o menino havia sido retirado do restaurante por um funcionário de lá. Desesperada, foi para a rua e encontrou-o encolhido e chorando num canto. Perguntado (em catalão, sua língua) disse que "o senhor pegou-me pelo braço e me jogou aqui fora".

O casal e a criança voltaram para o apartamento de minha sogra e contaram o ocorrido. Minha sogra que é freguesa do restaurante, revoltada, voltou com eles para lá. Depois de tergiversações, tentativas de uma funcinária em pôr panos quentes, enfim o tal sujeito (gerente??) identificou-se e com a arrogância típica de ignorantes, disse que teria sido ele mesmo a cometer o descalabro. Mas era um engano, mas plenamente justificável porque crianças pedintes da feira costumavam pedir coisas lá e incomodar. E que ele era bom e até os alimentava de vez em quando. Nem sequer pediu desculpas terminando por dizer que se eles quisessem se queixar que fossem à delegacia.

Minha sogra ligou-me e, de fato, fomos à delegacia do bairro e fizemos boletim de ocorrência. O atendimento da delegada de plantão foi digno e correto. Lavrou o BO e abriu inquérito. Terminou pedindo desculpas e que meus primos não levem uma impressão ruim do Brasil.

Em tempo: o filho de 6 anos é negro. Em um e-mail (ainda não respondido pelo restaurante Nonno Paolo) pergunto qual teria sido a atitude se o menino fosse um loirinho de olhos azuis.